Agradecimentos especiais…

Nós temos muitos a quem agradecer. Todos os que acreditam na importância e no valor deste Encontro, no que ele representa e no que ele promove em nossa cidade e em nossos corações.
Entre eles, os nossos patrocinadores: Sincoplema; Produtos Lava Bem; Shoping dos Vidros; Construtora Queirós e a personalidade apaixonada por Caxias, Mabel Medeiros.

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LEMBRETE MAIS QUE IMPORTANTE

O III Encontro da Velha Guarda Caxiense acontecerá entre 30 de julho e 02 de agosto de 2014. Nem que chova canivete, nem que a Argentina ganhe a copa. Nada, a não ser uma intervenção do próprio Deus, vai evitar que o encontro aconteça… Por isso, garanta sua presença!

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1964 em Caxias,

por Jacques Medeiros

Tempos sombrios… Consolidada a vitória do golpe de 1964 e deposto João Goulart, foi empossado Ranieri Mazilli, mas o mando do país ficou com o general Costa e Silva, brigadeiro Correia de Melo e o almirante Augusto Radmaker. O Congresso elegeu indiretamente primeiro presidente do Regime Militar o general Humberto de Alencar Castello Branco. Castello assumiu no dia 15 de abril, mas já a partir do dia 5 de abril dera-se início a uma série de arbitrariedades. Tiveram os mandatos cassados os governadores Miguel Arraes (Pernambuco), Seixas Dória (Sergipe), Aurélio do Carmo (Pará) e outros, além de deputados federais e sindicalistas. Prisões contínuas, justificadas por qualquer denúncia feita às forças armadas… No Maranhão foram cassados, de início, os deputados Sálvio Dino e Benedito Buzar (Assembleia) e Neiva Moreira (Câmara Federal). Entre as prisões efetuadas em São Luís destaques para Maria Aragão, William Moreira Lima e Bandeira Tribuzi.

Caxias

Em Caxias o ‘comando revolucionário’ se fez representar pelo diretor do Tiro de Guerra, o tenente R2 Aluízio de Abreu Lôbo. Além de Aluízio, aqui chegou o sargento de polícia Silas Moreno, com a missão de dar-lhe apoio. Moreno praticou muitas atrocidades, inclusive roubo de gente inocente ou que não tinha nada a ver com política. O sargento obrigou até as prostitutas a se cadastrar e, a partir daí, as perseguiu diuturnamente.
Entre as prisões e cassações na Princesa do Sertão, cite-se com destaque a do jovem vereador Edson Vidigal (depois presidente do STJ), que alijado da Câmara caxiense, após ser preso em São Luís, foi conduzido ao 24º BC… No geral, os presos em solo caxiense eram encaminhados ao 24º BC, em São Luís. Os irmãos Benedito Marques Teixeira e Joaquim Marques Teixeira, Leopoldo Bogéa, Almeida (ex-combatente da FEB), Dindim (Estrada de Ferro), Alkimar (Correios) foram alguns dos humilhados pelos coturnos da loucura ditatorial… Porém, algumas detenções foram feitas aqui mesmo em Caxias, onde também os presos davam seus depoimentos. Um deles foi José Mota (o Zé Cuba), que teve seu comércio de compra de peles invadido e roubado pela força policial sob o comando do sargento Silas Moreno. Embora o ‘comando revolucionário’ local fosse do Tenente Aluízio Lôbo, este fazia vista grossa para os desmandos do sargento. Ninguém tinha coragem de contestar nada. Várias lideranças estudantis em Caxias foram presas e forçadas a prestar depoimentos.

Neste período, eu dava aulas no Colégio Caxiense, antes mesmo de cursar universidade, e tinha estado no Rio de Janeiro, passando férias, quando de lá retornei em 16 de março. Fui, então, acusado de ter ido ao Rio de Janeiro para participar do fatídico e incendiário comício do dia 13, o que não era verdade. Apesar disso, com os meus 21 anos, eu era a favor das reformas que se exigia à época do governo de João Goulart.

No dia 2 de maio de 1964, um sábado, na minha casa na Rua Godofredo Viana, nº 2, no bairro Tresidela, fui apanhado de surpresa por um comando policial que me levou até a residência do Tenente Aluízio Lôbo, na Praça Cândido Mendes. Na hora da detenção, recusei-me a ir para a Delegacia e, por razões que desconheço até hoje, acataram meu pedido. Antes de ir à presença de Aluízio Lôbo, pude comunicar ao meu irmão advogado e diretor do Colégio Caxiense Antônio Carlos Medeiros (hoje desembargador aposentado)… Em pouco tempo, esbaforidos, adentraram a residência de Aluízio Lôbo Antônio Carlos Medeiros, José Pedra Medeiros (gerente do Banco do Brasil de Caxias) e o industrial Alderico Silva. Inconformados com a minha detenção, classificando esta de arbitrária, exigiram, então, a minha soltura. Depois de um entendimento entre eles, ficou acertado que meu depoimento seria às 15 horas do dia 5 de maio, uma terça-feira, e fui liberado.

No dia 5 de maio, no horário previsto, eu e meu irmão Antônio Carlos Medeiros, o Tenente Aluízio Lôbo e um datilógrafo, fomos até o bairro Ponte a uma das residências do Tenente. Na casa onde funcionou posteriormente o antigo Clube da Maçonaria, deu-se o interrogatório. Àquela altura, usei do bom senso para não incriminar qualquer conhecido ou amigo de ideologia contrária ao movimento ditatorial. Depois, como impusera Aluízio Lôbo, por quase dois anos fiquei à mercê da ameaça de nova convocação, o que nunca aconteceu.

Em 1966 viajei ao Rio de Janeiro para me submeter a vestibular. Em janeiro de 1967 ingressei na Universidade Federal Fluminense, onde colei grau em Medicina Veterinária em dezembro de 1970. Neste período, quando de férias no final do ano, fundamos o CEUCA (Centro de Estudantes Universitários de Caxias), com a participação dos universitários caxienses que estudavam em outras cidades e que aqui se encontravam. Mesmo com o nítido e grande trabalho filantrópico do CEUCA, éramos vistos com desconfiança por parte do homem que representava o regime militar na Princesa do Sertão, agora já como prefeito municipal da cidade.

Retornando já formado, em 1971, comecei minha vida profissional na Secretaria de Agricultura do Estado e, em 1972, fui indicado pela Arena I como candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo ex-prefeito Numa Pereira. Eu dava como certo que meu nome seria barrado pelo Serviço Nacional de Informações (SNI), porém não houve objeção. Mas nossa chapa foi derrotada… Em 1983, na função de diretor da Faculdade de Veterinária da UEMA, e eleito numa lista sêxtupla, fui indicado pelo governador Luís Rocha para o cargo de reitor da instituição. Antes, na ocasião, recebi um telefonema do então deputado João Alberto (hoje senador) que me dizia que eu seria o novo reitor, dependendo naquele momento somente do SNI desaprovar ou não…

Nada houve, fui reitor e cumpri integralmente o mandato de quatro anos.

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Espera, Princesa

vista de cima

Caxias, linda menina. Sentimos tanta saudade, você bate tão forte em nossos corações. Espera por nós, princesa. O dia está chegando, e nós não vamos falhar.

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ATENÇÃO, ATENÇÃO!!

O dia do III Encontro da Velha Guarda Caxiense está chegando, e você não pode deixar as coisas para a última hora. Lembre-se de programar sua viagem, de preparar seu coração. E, claro, de comprar sua camisa. Não sabe como? Perainda que a gente de diz. É assim:

Pontos de Venda:

Posto Atlanta
Cazual Modas
Academia Caxiense de Letras
Em São Luís, pelos telefones: (98) 8735-6969 ou (98) 8114-4341 (Sillas Jr.)

Não fique aí parado na frente desse computador…. Garanta a sua.

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A TODO VAPOR

A Velha Guarda Caxiense está mesmo a todo vapor. A banda Renato e Seus Blue Caps já está com presença confirmada, após pagamento da primeira parcela do contrato. E é assim, tudo se encaminha para fazer deste encontro um momento inesquecível, inigualável. Vamos dançar, pular, cantar e nos apegar a essa juventude que nunca termina.

No evento deste ano, além de nossa sempre renovada amizade e do amor inesgotável pela nossa Caxias, além dos eventos divertidíssimos do programa do Encontro – como o baile, a passeata e o show dos Blue Caps, teremos ainda o lançamento de uma obra de referência lançada pela Academia Caxiense de Letras. Não perca mais tempo (se ainda não garantiu sua presença); e se você já está dentro – prepare-se, o dia está chegando.

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